E foi assim que tudo se deu. A história que tardou para começar, do fim inicia. É mais árdua a tarefa do construtor de floreios, perpassar do início. Há de se ter toda uma história para se desenrolar. A verdade é que há de ter uma história para se fingir. Como é assim que sempre foi, sempre será. Peguei aquele homem. Pudera eu ser. Como uma manta que pude pôr sobre os ombros e caminhar pelas pessoas e fatos, desse tão ignóbil estatelar-se de gente. Abri os olhos e olhei para o espelho. A orelha direita ainda palpitava seguindo as batidas do coração. Há circulação nas orelhas, podia ter me perguntado, ou ainda, apenas em situações assim, dessas, que há circulação nas orelhas? É estranho que em situações, dessas, essas perguntas como um martelinho bem pequenino ficam repetindo em nossa mente, e nosso arquivo mental corre para as referências, que nesse caso há de serem procuradas na seção livros de biologia, volume único, ou aulas de biologia, que é o mesmo só que dosadas homeopaticamentes. Divagações cansam demais e de nada servem para o que aqui tentamos expressar. Talvez, seja esse o destino de todas as palavras saídas do pensamento, como qualquer objeto fugido do mundo das idéias. Falhas. São o que elas são, mas isso é tão normal de se falar depois da verborréia pós-tudo que como uma lança nos é transpassada de geração em geração, como um pendor. Concordemos e sejamos felizes e vamos ao finalmente (ou é melhor que, aqui, se diga inicialmente?). Imagens. De fato, é difícil estabelecermos um panorama quiçá manco sem ao menos descrever o rosto. Isso pode esperar. Baseemos-nos apenas no fácil, se possível.
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Este é o começo do meu novo projeto: de trás pra diante. O nome eu acho que será esse.
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Este é o começo do meu novo projeto: de trás pra diante. O nome eu acho que será esse.

4 Comments:
talvez, tudo, de uma forma ou de outra, que nos aflige ou suscita em nós algum tipo de dor, sejam falhas no amor. não falo de amor romântico, mas de amor.
as palavras são falhas, as palavras são amor sem direção, são amor incerto, são amor sem se saber amar. como nós. [essa angústia ontológica que nos constitui. não cabemos em nós mesmos.]
elas são tão estranhas, as palavras, que me colocam falando aqui deslocada e impulsivamente.
mas o texto fred, tá lindo.
imaginativo e cheios de nuances.
e como de costume, visualmente visível.
cheiro. ;*
Extraordinário!
Finalmente um novo post!
Esse projeto, seria um livro hombre?
Espero que sim!
Grande abraço porra!
Massa!!!
Hoje ainda faço uma pultima prova. Mas sábado já estarei de férias do trampo!
=D
brigadinha fred pelas palavras. ;)
e não estou lendo pessoa nesse momento. mas vai ver que é porque ele não sai mais de mim, ele é tão grande.
e quanto à questão de poesia ou prosa, vim visualisar depois que falastes, acabo não me ligando muito nesses detalhes técnicos, se é que posso dizer assim. portanto toda ajudinha é válida (e bem-vinda).
abraço dear friend.
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