Intermitentes revoltinhas

Monday, March 02, 2009

Como sempre avisei aos poucos leitores (se existem), esse é um blog 'intermitente'. São revoltinhas, meus poucos, mas caros, leitores, nunca são muitas. No dia 03 de fevereiro, lembro-me bem pois anotei as reflexões numa agenda, terminei a leitura do romance A vida está em outro lugar, um livro do Kundera, e rabisquei algumas coisas em meia página da dita. Aí vão os rabiscos vãos.

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03/02 às 01h42 (péssimo início, agora vejo):

Por se poeta, acho, olho a poesia diferentemente. É um objeto que, indefeso e inócuo, esconde apenas mentiras: "A vida está em outro lugar"; proporcionou-me loquacidade. O meu descrédito com o poético, já notado outras vezes, apesar de eu o desconhecer, desabrochou. Penso, a partir da leitura, que os versos serão sempre opacos. Acho até que se não fosse poeta, simpatizaria com meus versos, que são, segundo alguns, até interessantes. Contudo, completo, se o estado poético não residisse em mim, enfim... mais um paradoxo. O problema das reflexões é que não há entendimento fora das metáforas.

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Taciturno começo meu primeiro diário.

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Como sempre, o post é acompanhado por uma poema:




É preciso acordar cedo para ver as pessoas

durmo

e vejo
os do meu lado
indo.

As mãos dadas,
------------------as confidências:


sub-
mer-
gem.


É preciso acordar cedo

e olhar apenas para ------------------ frente.

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