De uma antologia do site triplov, um poema de Everardo Norões:
Lavador de pratos
Sussurram,
na superfície da louça,
os duendes da faiança
e o piano de Satie.
Enxáguo
desejos inconfessos
e, entre talheres,
me despeço
da Gymnopédie.
Há sempre um ar de água
nas frases que me dizem
quando a manhã acaba.
E, no brilho dos pratos,
a mesma cor
da mágoa.
____________________________________
In: http://www.triplov.com/poesia/Everardo-Noroes/Antologia/lavador-de-pratos.htm
Lavador de pratos
Sussurram,
na superfície da louça,
os duendes da faiança
e o piano de Satie.
Enxáguo
desejos inconfessos
e, entre talheres,
me despeço
da Gymnopédie.
Há sempre um ar de água
nas frases que me dizem
quando a manhã acaba.
E, no brilho dos pratos,
a mesma cor
da mágoa.
____________________________________
In: http://www.triplov.com/poesia/Everardo-Noroes/Antologia/lavador-de-pratos.htm

1 Comments:
saudades,
Post a Comment
<< Home