Intermitentes revoltinhas

Tuesday, September 26, 2006

E de repente o cinza vira blue
e pacato imensamente amarelo
shinning, from outro lado do que não somos

(Pergunto: e o que é que não é?)

As todas as cores,
não é de nada,
as exatidões matizes.

Magentamente tal qual cesário verde
transponho.

e é ludismo, sim, senhor.
quem não somos mais nós?

Oniricamente acordo de uma realidade malsã
e desperto para um negro
para um negro brilhante,

melodicamente...
it is beatiful como o patinar do sol
no campo estrelado, escondido como na noite
que passa ao lado do passado e transforma-se em beleza sutil

does it?

Caleidoscopicamente, as demais voltas me engabelam
e, enfim, o fim,
em mim.


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política. A pior maneira de fazermos política é acreditarmos que ela não faz parte de nós.

Wednesday, September 06, 2006

Todos os idiotas são iguais:
vestem eles sempre os mesmo
sares importantes e casacas de inveja.

A igualdade idiótica:
Os mesmos lugares, bares, falares, pesares...
Conversa!

Vai ali no bar da esquina idiota
vinte idiotas sentados com garrafas.
Semana que vem, os mesmos e as mesmas.

Como está o dia idiota?
É o ônibus que não chega, a mulher que não vem
é o cansaço, política, Alienação, desemprego...

Conversando comigo idiota confessa:
"Sabes quem ontem falou comigo?..." Me cansa!

Olha na quina do espelho idiota
refletido, cuspido e escarrado.

São da mesmo gênero, família e espécie

E cheiram igual também.

mãos pegajosas
que sempre grudam nas nossas
(E balançam!)

Eles são o nada

querendo ser tudo.

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Esse é um poema que é, pelo menos, esquisito. Não sei muito bem o porquê da sua existência, mas sempre fui meio apaixonado por ele, por ele dizer tanto de uma coisa importante, para mim. Apesar de bobo. É isso.