Intermitentes revoltinhas

Wednesday, April 12, 2006

Arbustos no campo de petróleo

(Ao excelentíssimo senhor dono do mundo. )


é bom calar
como a bomba:
silencioso ataque.

os meninos grandes nas ruas de nossas vidas
gladiando-se para ganhar o mal.

- quem gosta de chá preto de carro?
- quem quer sangue na sopa?

Ardil é uma incógnita
que multiplicado pelos arbustos do teu mundo civilizado, escravo,
produz o meu mascavo não te querer.

Como a pluma rejeita a terra
rejeito o teu olhar
e a tua guerra

- Quando a liberdade não terá de ser comprada?
- Como?

Olho-te quando tu olhas o meu:
o meu, para ti, é nosso,
(ou seria mais teu que meu?),
os vossos marcianos com seus óculos de gato
invadem meus sonhos,
e castram meu tato
por fim, o não sentir talvez
seja uma dádiva

teu sorrir é o meu chorar,
ganho tua liberdade do tamanho de um botão
e meu povo, levas para fora do portão

quem não foge...
fica e morre
a tua sorte é lançada
pela mão da tua arma.

Este espaço pretendo destinar a escritura de minhas expressões, poéticas ou não, que, como alguns sabem, geralmente tem sempre um cunho político-ideológico. Também falar um pouco do que esteja sentindo, sem demasias. Talvez falar de minhas ocupações ou algo que tenha achado interessante. É isso.