Arbustos no campo de petróleo
(Ao excelentíssimo senhor dono do mundo. )
é bom calar
como a bomba:
silencioso ataque.
os meninos grandes nas ruas de nossas vidas
gladiando-se para ganhar o mal.
- quem gosta de chá preto de carro?
- quem quer sangue na sopa?
Ardil é uma incógnita
que multiplicado pelos arbustos do teu mundo civilizado, escravo,
produz o meu mascavo não te querer.
Como a pluma rejeita a terra
rejeito o teu olhar
e a tua guerra
- Quando a liberdade não terá de ser comprada?
- Como?
Olho-te quando tu olhas o meu:
o meu, para ti, é nosso,
(ou seria mais teu que meu?),
os vossos marcianos com seus óculos de gato
invadem meus sonhos,
e castram meu tato
por fim, o não sentir talvez
seja uma dádiva
teu sorrir é o meu chorar,
ganho tua liberdade do tamanho de um botão
e meu povo, levas para fora do portão
quem não foge...
fica e morre
a tua sorte é lançada
pela mão da tua arma.
(Ao excelentíssimo senhor dono do mundo. )
é bom calar
como a bomba:
silencioso ataque.
os meninos grandes nas ruas de nossas vidas
gladiando-se para ganhar o mal.
- quem gosta de chá preto de carro?
- quem quer sangue na sopa?
Ardil é uma incógnita
que multiplicado pelos arbustos do teu mundo civilizado, escravo,
produz o meu mascavo não te querer.
Como a pluma rejeita a terra
rejeito o teu olhar
e a tua guerra
- Quando a liberdade não terá de ser comprada?
- Como?
Olho-te quando tu olhas o meu:
o meu, para ti, é nosso,
(ou seria mais teu que meu?),
os vossos marcianos com seus óculos de gato
invadem meus sonhos,
e castram meu tato
por fim, o não sentir talvez
seja uma dádiva
teu sorrir é o meu chorar,
ganho tua liberdade do tamanho de um botão
e meu povo, levas para fora do portão
quem não foge...
fica e morre
a tua sorte é lançada
pela mão da tua arma.
